Após rompimento, Fávaro disse que irá manter 'relação amistosa' com Mendes


A amizade e os laços políticos que eram mantidos entre o governador Mauro Mendes (União) o agora ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), não devem voltar a ser o mesmo tão breve, pelo menos é o que sinaliza o senador licenciado

A amizade e os laços políticos que eram mantidos entre o governador Mauro Mendes (União) o agora ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), não devem voltar a ser o mesmo tão breve, pelo menos é o que sinaliza o senador licenciado.


Após o seu grupo político desembarcar do arco de aliança do Palácio Paiaguás, durante as eleições de 2022, Fávaro afirmou que pretende apenas manter uma “relações amistosa” com o chefe do Executivo e desconversou sobre um possível retorno a base governista. “Temos relações amistosas, mas não mais do que isso”, disse durante entrevista ao jornalista Márcia Eça durante entrevista ao podcast Sem Moage.


Rompidos, Fávaro e Mendes se encontraram pessoalmente pela primeira vez, na última semana, durante a cerimonia de posse da nova diretoria da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), no Cenarium Rural, em Cuiabá. Ambos apenas trocaram um rápido aperto de mão.


O rompimento entre os dois políticos ocorreu após governador decidir apoiar a candidatura à reeleição do senador Wellington Fagundes (PL). O partido do governador, inclusive, emplacou o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (União), como primeiro suplente na chapa do congressista.


Ao recordar das articulações, o ministro expôs que, antes disso, o chefe do Paiaguás vinha encorajando o então deputado federal Neri Geller (PP) a ser o candidato do seu grupo no pleito, com o apoio do PSD. No entanto, todo cenário mudou após a filiação do presidente Jair Bolsonaro no Partido Liberal (PL)e Mauro decidir abraçar o projeto de Fagundes, que tinha amplo apoio do eleitorado bolsonarista de Mato Grosso.


Na época, o PSD e Neri Geller se aliaram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B), e apoiaram a adversária de Mendes, a primeira-dama Márcia Pinheiro (PV), na disputa ao governo do Estado.


“Em nenhum momento o governador falou ‘Neri você é meu candidato’, mas sempre disse que tinha preferência pelo Neri. Até fevereiro de 2022, o candidato da chapa seria Neri Geller. Como houve a mudança do Bolsonaro para o PL, mudou o quadro político, o que é normal”, explicou.


O ministro disse ainda que, não havia mais espaço para que a legenda continuasse junto com Mendes e ambos apoiaram um a outro enquanto a aliança foi mantida. “Nós fomos excluídos do grupo do governador Mauro Mendes, mas entendo a forma e a necessidade. Ele ajudou na minha eleição, mas eu também ajudei muito ele”, acrescentou.


Entrega de cargos
Após a saída do PSD da base, Fávaro disse que preferiu entregar todos os cargos a gestão. No primeiro mandato do governo Mauro Mendes, o PSD comandava a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso. A pasta era chefiada pelo economista Maurício Munhoz.


“Quem não ajuda a ganhar não tem que ter o direito de cobrar cargo ou querer participar da gestão. Eu não posso ter esse constrangimento e apego, bem como os filiados do PSD tem que ter consciência disso. Pedi para que todos entregassem o cargo”, finalizou.